quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A MÚSICA

Int.: A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração - Cl 3.16.

A música é a mais moral de todas as artes - (Aristóteles); A música é o bem maior dos mortais e tudo quanto do céu possuem eles na terra - (John Addison); A música exalta cada alegria, suaviza cada tristeza, expele enfermidades, abranda cada dor - (John Armstrong).

A música é uma arte celestial, cuja primeira manifestação de que temos notícia, ocorreu em comemoração à cosmogonia - (criação do mundo).
Num átimo, ao comando do Verbo Divino: "Fiat Lux", o tempo e o espaço inundaram-se da luz recém criada nas mais sublimes nuanças! Nesse instante, em meio ao relampaguear de irisados fulgores, irromperam as harmonias dos coros angelicais glorificando o Criador! Esse festival cósmico foto-sinfônico foi cantado no mais antigo livro da Bíblia, nesse versículo poético: Na manhã da criação, as estrelas cantavam em coro, e os servidores celestiais soltavam gritos de alegria - Jó 38.7 (BLH)
Também o nascimento de Jesus, o Redentor de toda a criação que se havia perdido, foi festejado com louvores angelicais: ...Uma multidão de outros anjos cantavam hinos de louvor a Deus, dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem - Lc 2.13,14.
A arte de combinar os sons surgiu na terra com Jubal, contemporâneo de Adão! Gn 4.21. A música era usada para comemorar vitórias - Ex 15.1-21, Jz 5; em festas - 2 Sm 19.35; em casamentos - Jr 7.34; e em sepultamentos - Mt 9.23. Muitas vezes a música era acompanhada de dança - Ex 15.20; 1 Sm 18.6,7; Mt 11.17.
Davi e Salomão muito contribuiram para o desenvolvimento da música coral e instrumental em Israel - 1 Cr 6.31-48; 16; 2 Cr 29.25. Usavam-se instrumentos de cordas: harpa, cítara, lira, saltério; de sopro: flauta, gaita, órgão, trombeta de metal ou chifre e de percussão: adulfe, címbalo, pandeiro, tambor, tamboril, tamborim.
O canto coral ou na forma uníssona, e a música instrumental, tinham seu lugar nos cultos e na vida religiosa do povo de Deus, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento - 1 Cr 16.4-7, 37; Is 51.3; Mt 26.30; Ef 5.19; Cl 3.16.
A música sacra: teve o seu zênite na terra, a partir da renascença, com os compositores clássicos e depois, com os românticos. Suas obras imortais são inspirados em motivos bíblicos e, em textos ou fatos dos Evangelhos. Inúmeros oratórios, salmos, hinos, óperas e cantatas de Corelli, Vivaldi, Hydn, Praetorius, Beethovem, Mendelssohn, Lizt, Ipolitov Ivanov, Gunod, Haendel, etc.
Johann Sebastian Bach, apunha no cabeçalho de suas partituras, as letras JJ (Jesus Juvat = Jesus ajuda!) e o final, SDG (Soli Dei Gloriam = somente para a glória de Deus!). Talvez por isso é considerado até hoje pelos críticos, o mais perfeito compositor dentre todos os tempos.
A Igreja deve zelar por sua música! Os Ministros de Jesus devem preservar a dignidade, a reverência e a espiritualidade da adoração e dos louvores na casa do Senhor!
Quando são negligenciados o cântico congregacional e o tempo para a exposição da Palavra de Deus, o púlpito se transforma em "palco" e o culto em "show", a espiritualidade enfraquece, os milagres e as conversões desaparecem na tibieza das exibições de conjuntos e cantores contratados para um público, que mais procura se divertir do que adorar a Deus.
Não podemos e nem queremos condenar o uso de cadências populares com letras evangélicas entre o povo e culturas que adotam tais rítimos, preferencialmente nas campanhas evangélisticas, em praças públicas ou quaisquer outros lugares fora do templo. Entretanto, também não podemos nem queremos apoiar nos templos evangélicos, ritmos alucinantes que mais excitam a carne do que enlevam a alma.
Vivemos um tempo de crise! É necessário sabermos discernir entre o sacro-santo e o comercial até bonitinho, porém, totalmente descompromissado com Deus e com o seu princípio de adoração, também não queremos precisar nunca do "artista evangélico", mas, que já é muito comum em nossos dias, porque encontram "palco" e público. É necessário nós Ministros, sabermos o que queremos verdadeiramente na obra de Deus, e até onde pretendemos chegar com a Igreja de Jesus Cristo sob a nossa responsabilidade!
Deus nos abençoe.

Um comentário:

  1. É verdade!! A música é algo incomparavelmente sublime. E também é igualmente verdade que no meio evangélico tem surgido muitos "artistas". Ninguém se engane, "Deus não se deixa escarnecer". Ele conhece os que são seus e aqueles que só querem mesmo é aparecer. Que busquemos o dom de discernimento de espírito pra discernirmos aquilo que provém de Deus e o que não provém.

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