sábado, 12 de janeiro de 2013
EQUIVOCOS A RESPEITO DA CONFISSÃO, DO CELIBATO, DO PRÓPRIO MINISTÉRIO SACERDOTAL E A INVENÇÃO DO PURGATÓRIO 1ª parte
Uma das coisas mais importantes para a Igreja é a maneira como ela vê a si mesma. Os cristãos precisam exercer neste mundo o papel que Jesus determinou que exerçam. Temos de ser aquilo que o Senhor da Igreja quer que sejamos.
A partir de um certo tempo de sua história, a Igreja passou a verse dividida em dois grupos: o primeiro constituído de uma elite que teria acesso privilegiado a Deus e que, com base nisso, determina o que os outros devem fazer; e o resto dos cristãos, a quem caberia o mero papel de coadjuvantes. Como foi que se chegou a esse ponto e quais foram as consequências, é o que vamos ver a seguir:
1 - À medida que a Igreja institucionalizada foi ficando rica e poderosa (Apocalipse 3.14-22), ela foi "tomando gosto pela coisa" e foi inventando mais e mais subterfúgios para manter e ampliar a situação (2 Pedro 2.1-3)
2 - Fazendo concessões à iniquidade, os líderes da igreja foram perdendo a necessaria autoridade espiritual. Para simular uma autoridade que não possuíam, eles começaram a "fabricar" uma autoridade baseada em falsas doutrinas. A essa altura, o cristianismo havia entrado num triste circulo vicioso.
3 - Os líderes das igrejas locais passaram a serem chamados de "padres" (pais) e o líder geral da Igreja Católica Romana de "papa" (pai universal), embora Jesus nos tenha proibido de tratarmo-nos dessa maneira (Mateus 23.9).
4 - A partir do Concílio de Trento (1545), os membros do clero passaram a ter que ser celibatários. O concílio decretou: "Qualquer um que afirmar que o estado conjugal é preferível à vida de virgindade e celibato, e que não é melhor e mais condutivo à felicidade permanecer na virgindade ou no celibato, do que ser casado, seja maldito".
A Bíblia admite o celibato para os crentes em geral, mas informa que nem todos tem vocação para isso (1 Co 7.8,9). E, diante das particularidades do ofício, recomenda que o líder religioso seja casado (1 Timóteo 3.2; Tito 1.5,6).
5 - Somente os membros do clero passaram a ser considerados "sacerdotes". A Bíblia ensina que Jesus é o nosso Sumo-Sacerdote e que todos nós somos sacerdotes (Hebreus 8.1; Apocalipse 5.9,10)
6 - Pedro é considerado como "a pedra sobre a qual a Igreja foi construída". Diz-se que todos os "papas" são sucessores dele. Como se isso fosse pouco, o "papa" é ainda considerado "O Vigário de Cristo", ou seja, seu sucessor legal.
7 - Criou-se a doutrina do Purgatório e vinculou-se aos "padres" o ofício da confissão auricular, dando-lhes, portanto, o poder de absolver os pecadores.
O que a Bíblia ensina sobre o assunto: Provérbios 28.13; Tiago 5.16. O Catolicismo Romano ensina: "O sacerdote não precisa pedir a Deus que perdoe os pecados do penitente. O próprio sacerdote tem o poder de fazê-lo em nome de Jesus Cristo. Os seus pecados são perdoados pelo sacerdote exatamente como se você se ajoelhasse diante de Jesus Cristo e os contasse ao próprio Cristo" (Catecismo Católico Romano, citado no livreto 20 Razóes por que não pertenço à Igreja Católica Romana, de Amilto Justus)
8 - Adotou-se o dogma da transubstanciação, segundo o qual, uma vez consagrada pelo "padre" a hóstia se tranforma no corpo de Cristo tal como está no céu e o vinho no sangue do Filho de Deus. O Concílio de Trento decretou:
"O sacerdote é homem de Deus, o ministro de Deus. Aquele que despreza o sacerdote despreza a Deus; aquele que o ouve, ouve a Deus. O sacerdote perdoa pecados como Deus, e aquilo que ele chama de seu corpo no altar é adorado como Deus por ele mesmo e pela congregação... Está que sua função é tal que não se pode conceber nenhuma maior. Portanto eles não são chamados simplesmente de anjos, mas também de Deus, mantendo como fazem o poder e a autoridade do Deus imortal entre nós".
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